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Primeiro atleta a falar sobre queda de Ceni culpa jogadores pela má fase

Lucas Pratto defendeu Rogério Ceni e culpou os jogadores pela demissão do treinador, anunciada na última segunda-feira (3). Primeiro atleta do São Paulo a se pronunciar oficialmente após a queda do ex-goleiro, o atacante disse lamentar a saída do técnico e acredita que a falta de resultados positivos do time acelerou a mudança nos rumos do clube.

“Toda saída de treinador é responsabilidade nossa, dos jogadores. O momento não é como pensávamos quando começamos o Brasileiro, ou nos Estados Unidos. A verdade é que foi um golpe forte, muito triste para nós. Só temos de trabalhar e não temos tempo de nos lamentar, precisamos corrigir os erros e conseguir os resultados por nós e pela comissão técnica que foi demitida”, disse Lucas Pratto.

Na terça-feira, o presidente do clube, Carlos Augusto de Barros Silva, o Leco, também creditou a demissão de Rogério Ceni ao desempenho ruim do time. Porém, o mandatário isentou a diretoria de culpa. Pratto não quis comentar a declaração do dirigente.

“Essa pergunta da diretoria não é para mim que você deve fazer. As coisas da diretoria, do time, do clube, são deles, não dos jogadores. Posso ter meus pensamentos, mas as respostas deles são pura e exclusivamente deles”, disse o argentino.

De maneira interina, Pintado será o treinador do São Paulo no clássico deste domingo, na Vila Belmiro, contra o Santos. Mesmo que a diretoria contrate um substituto para Ceni no decorrer desta semana, a tendência é de auxiliar e ser o responsável pela equipe.

Lembrando que essa não será a primeira vez que Pintado assumirá a equipe. Ano passado, quando Ricardo Gomes foi demitido, nas últimas rodadas do Brasileiro, ele dirigiu o time. Antes, ele já havia substituído Edgardo Bauza, quando o argentino cumpriu suspensão em jogo contra o Atlético-MG.

Nos 37 jogos à frente do São Paulo, Ceni somou 14 vitórias, 13 empates e dez derrotas, além de 55 gols pró e 42 gols contra e 49,5% de aproveitamento. A princípio, pelos números, o clube teria de pagar a multa rescisória de R$ 5 milhões ao técnico. Teoricamente, ela só seria cancelada caso o aproveitamento fosse abaixo de 47% – uma média dos últimos treinadores do Tricolor -, mas o ex-goleiro e os dirigentes ainda negociarão os termos.

“Se eu tivesse desanimado por derrotas, maus momentos, tenho de deixar de ser jogador. Lamentavelmente, estou triste porque se foi um grande treinador, uma grande pessoa, com uma comissão técnica muito capacitada, que se doava muito E nós não conseguimos. Mas seja quem for que chegar, temos de nos animarmos, porque precisamos de vitória rápida”, afirmou Pratto.

Ceni deixou o São Paulo na 17ª colocação do Campeonato Brasileiro, abrindo a zona de rebaixamento. Na Copa Sul-Americana, foi eliminado ainda na primeira fase para o modesto Defensa y Justicia, no Morumbi. Antes, caiu também na quarta fase da Copa do Brasil, para o Cruzeiro, e na semifinal do Campeonato Paulista, diante do Corinthians.

“Joguei em um time que recém subiu, que depois jogou final contra o São Paulo, o Tigre. Jogou na Série A depois de 30 anos na B. E joguei, com muita coisa ruim na Argentina. Eu não tenho medo de dar a cara em nenhum momento. O que temos é de mudar muito nosso pensamento, nosso compromisso. Temos de melhorar muito”, disse Pratto.

 

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