Radar da Bola

Promotores não veem indício de terrorismo no ataque a ônibus do Dortmund

O Ministério Público da Alemanha voltou a falar nesta terça-feira sobre o caso do atentado contra o ônibus do Borussia Dortmund. Para a promotoria local não foram encontrados indícios de que se tratou de uma ação terrorista.

A informação foi divulgada por meio de um comunicado, que inicialmente parecia um ataque terrorista realizado em 11 de abril deste ano, antes do duelo da equipe aurinegra com o Mônaco, pelas quartas de final da Champions League. Uma explosão feriu o zagueiro espanhol Marc Bartra.

“As investigações realizadas não encontraram indícios de que haja conotações terroristas”, diz o texto. A promotoria federal assumiu o caso depois que foram encontrados três cartas reivindicando o atentado, sob a alegação de radicalismo islâmico. A autenticidade dos escritos, no entanto, não foi confirmada.

 

Os promotores disseram acreditar que o suspeito Sergei V., cidadão com nacionalidade alemã e russa preso em 21 de abril, teria realizado o ataque “puramente por razões monetárias”. Ele adquiriu no mesmo do atentado cerca de 15 mil opções ou direitos de venda de ações do Dortmund, com um prazo de vencimento até o dia 17 de junho de 2017. O suspeito pagou com um empréstimo que tinha feito uma semana antes. De acordo com o site do jornal alemão Bild, a operação teria gerado lucros de até € 3,9 milhões.
Com o ataque contra o ônibus, o suspeito pretendia atingir uma considerável queda das ações e assim lucrar com a venda dos títulos ao preço estabelecido previamente quando adquiriu os direitos de venda dos mesmos. Ele é acusado de tentativa de homicídio, provocar detonação com material explosivo e lesões físicas graves.

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