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Clássico Ca-Ju paralisa cidade de Caxias do Sul

Jogo é valido pelas quartas de finais do Gauchão, última partida terminou com vitória do Caxias e pancadaria pós jogo

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Neste Domingo, dia 02, Juventude e Caxias entram em campo pelas quartas de finais do Campeonato Gaúcho, o clássico sem dúvidas é o duelo mais quente desta fase do Gauchão e será decidido em dois jogos, o primeiro no Estádio Alfredo Jaconi, o jogo da volta será na próxima semana no Centenário. A partida foi marcada em um horário inusitado este ano no Rio Grande do Sul, o jogo começará ás 11h.

O Caxias lamenta a ausência do artilheiro Gilmar e aposta no jovem Nicolas para vestir a camisa 9 no clássico. Jogando em casa, a esperança do Juventude é que a força da torcida faça a diferença no estádio Alfredo Jaconi.

Na primeira fase, o Caxias levou a melhor, vencendo o jogo por 1 a 0 e espera repetir o feito para mostrar que voltou com tudo após ter sido rebaixado e retornar da Divisão de Acesso no ano passado. Já o Juventude está pressionado pela vitória, já que a torcida espera um desempenho melhor da equipe que vai disputar a Série B do Brasileirão.

Esse último duelo aliás, rendeu muito o que falar, logo depois do apito final o meia Wagner pegou uma bandeira do Caxias, levou-a até o centro do gramado e cravou-a no campo do rival, como sinal de conquista. Sentindo-se provocado, um grupo de torcedores resolveu aguardar a saída da delegação grená do estádio. Quando os jogadores tentaram entrar no ônibus que os levaria dali, uma grade de proteção foi atirada na direção deles. Houve empurra-empurra e, no meio da confusão, alguns atletas bateram boca com a torcida adversária, que tentava furar o isolamento para agredir os jogadores. No tumulto, houve troca de socos entre algumas pessoas. Um cone também foi lançado contra  ônibus. Um vidro do acesso à sala de imprensa foi quebrado. Somente com a chegada da Brigada Militar a delegação conseguiu deixar o local.

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Somando toda essa polêmica e provocações, se espera um clássico nervoso, mas dessa vez, sem toda a violência do último encontro. Caxias e Juventude foram as últimas equipes do interior que conquistaram o título gaúcho (Juventude em 1998 e Caxias em 2000).

O técnico Gilmar Dal Pozzo, falou sobre o clássico e sobre o acorrido no último duelo entre as duas equipes;

— Conversamos depois do jogo da primeira fase e vou reforçar de novo com os atletas. Não vamos criar nenhuma situação que seja desfavorável para o futebol. Vamos nos preocupar só em jogar futebol. Espero que todos pensem dessa forma, porque está muito próximo de uma desgraça. Temos que ter esse cuidado, porque depois acontece uma morte e não adianta mais. Temos uma responsabilidade muito grande. Essas brigas que por vezes acontecem com os atletas, ou essas provocações, tudo isso passa para o torcedor. Então, precisamos evitar e dar o exemplo.

Veja o que Pitol (goleiro do Caxias falou sobre o clássico e expectativa do gauchão);

– A gente tem que almejar coisas grandes. Desde a primeira entrevista falei que queria chegar lá na frente. O Caxias é um grande clube, assim como é o Juventude. Estou no 11º Gauchão e é um dos mais competitivos e bem disputados. É continuar o que estamos fazendo para que sejamos merecedores das conquistas e, inicialmente, da vaga na semifinal – finaliza Pitol.

FICHA TÉCNICA:

Local: Estádio Alfredo Jaconi
Data: 02/04/2017
Horário: 11h.
JUVENTUDE: Douglas; Vinicius (Vidal), Wanderson, Ruan Renato e Pará; Fahel e Sananduva; Taiberson, Bruno Ribeiro (Wallacer) e Caprini; Caion.

CAXIAS: Pitol; Gian, Jean, Edson Borges e Márcio Goiano; Marabá, Júlio César, Wagner e Elyeser; Reis e Nicolas.

Arbitragem: Márcio Coruja, auxiliado por Fabrício Baseggio e Michael Stanislau.

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