Radar da Bola

A dualidade de Gonzalo Higuaín

Não há dúvidas que todos conhecem Gonzalo Gerardo Higuaín, El Pipita, o centroavante capaz de fazer 36 gols em uma única edição do campeonato italiano e ao mesmo tempo perder gols incríveis em momentos decisivos. O argentino sempre foi controverso: muitos amam e muitos odeiam. Agora na Juventus, claramente como uma das estrelas do time, até onde ele e o time conseguem chegar?

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Higuaín lado a lado com os últimos artilheiros das principais ligas do mundo. O que falta para o argentino também ser incontestável? Obs.: Média por jogo // Fonte: Squawka

Com 29 anos e com mais de meia temporada em Turim na bagagem, Gonzalo tem ótimos números. O começo de temporada foi um pouco mais irregular do que o de costume, mas no mês de Janeiro de 2017, ele já tem 8 gols nos últimos 6 jogos da liga – batendo um recorde de 2005 de David Trezeguet de jogos consecutivos marcando – e 15 gols no Calcio ao todo. Na Champions League talvez esteja devendo: mesmo com 3 gols em 5 jogos, uma média relativamente boa, o jogador quase entregou de bandeja o primeiro lugar do grupo ao perder um gol feito contra o Lyon. Além disso, vale destacar os números absolutos de sua carreira: em 215 jogos, foram 138 gols, média de 0,64 gol/jogo de acordo com o site soccerbase.

Fora as estatísticas, também é válido avaliar sua postura em campo. Na Juventus não houve estrelismo, e assim como os bons argentinos, falta de raça e comprometimento não foram problemas. Assim como Mario Mandzukic consegue cobrir o campo inteiro graças ao sua extrema vontade, Gonzalo também ajuda o time tanto no setor defensivo quanto na criação de jogadas.

Na temporada 2016-2017, Higuaín tem 23 gols em 29 jogos, média de 0,79 gol/jogo, superior a de sua carreira no total. Resta ver até onde a Juventus consegue ir longe nas competições europeias com sua ajuda.

Síndrome dos vices

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Ambos buscam uma coisa em comum: títulos

Há duas temporadas atrás, a Juventus parou na final da Champions League contra o Barcelona. Higuaín por sua vez perdeu duas finais de Copa América para o Chile –  perdendo uma chance incrível na segunda em 2015 – além da frustrante Copa do Mundo no Brasil em 2014, onde novamente ele perdeu um gol contra a Alemanha, na final.

Curiosamente, os fracassos do jogador foram sempre pela seleção. Talvez seja alguma força superior que não permite seu sucesso vestindo a albicelesteNo entanto, quem sabe na Juventus, o argentino não possa formar um casamento perfeito, ajudando no péssimo retrospecto do clube de seis derrotas em finais de Champions League contra apenas duas vitórias? E também, dessa maneira, ajudar ele próprio a tirar das costas esse peso de ‘jogador ruim’ e finalmente conseguir mostrar ao mundo o seu lado de €90 milhões?

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